segunda-feira, 7 de março de 2011

Um ciclo sem fim...

Minhas palavras aprisionadas
Transparentes em meu olhar sobre o seu
Em oração silênciosa
Timidamente distraído
Em sua vastidão intima

Sua porta entreaberta
Em nossa madrugada atemporal
Contando caracteres
Reagindo à Teoria do Caos

Meu invólucro violado
Permitindo transito controlado
Você parada à entrada
Ensaiando o próximo movimento
Considerando o ritmo
De minha falha premeditada

Enfim
O abismo consensualmente estabelecido entre sua pele e meus sentidos
Evolui
E a pele é colorida novamente

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Gota a gota

O tempo escoa
Gota a gota
Meu sangue esvai



Tic tac
Sem inspiração
Sem ninguém
Sem vazio
Sem solidão



O tempo vai
Ralo abaixo
Com shampoo
Com sabão



Bolhas de tristeza
Arrepios de imensidão
A vida em campo aberto
Sem começo ou fim
O horizonte que engana
A você não engana a mim



Cada qual com seus princípios
Buscas que nunca cessarão
Versos se repetem
Desejos vem em vão



Tic tac
Gota cai
Água escorre
Mas o sangue não



O sol se põe
Eu crepuscular
Me deito só
Já não te espero chegar



Não te farei a cama
Nem o jantar
Não contarei estória
Nem estarei quando chegar



Não esqueces de trancar a porta
E se alimentar





Não carregarei a dor
Nem me importarei com o luar


Carrego no peito
A paixão encerrada
Que não dói
Nem exige nada
Não alegra
Não murcha



E quanto notares que não estou
Nem adiantará procurar
Por mais que voltes
Jamais estarei a esperar

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Apenas elas se aplacam

Forças da natureza

Represadas em cristal

O pecado essencial
Devastando o caminho

A essência pecadora
Incinerando montanhas de pragmatismo

Ondas incandescentes
Chocando-se violentamente
Contra a água celeste
Lavando impiedosamente a humanidade

Contaminando o mundo
Expondo o conteúdo oculto

Desrespeitando o princípio óbvio
Apenas Pandora o sabia

Amor contido
É carrasco universal

A navalha marcando a pele
Vazando o vazio
Rasgando o profano

Só a Tempestade
Aplaca a Lava

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Eu vim
de uma mente insana
que me escreveu em um cartão postal
sorrindo e contando ironias
fugindo da rotina

Eu vim
daqui
do lugar mais visitado
da terra dos loucos

Eu vim
de um peito aberto
uma cara esbofeteada
um reação raivosa

Eu vim
sem porque, como ou onde
com prazo de validade
e vontade inválida

Eu vim
não vou
e se fico é porque não sou.

Nova Fase

Queridos amigos, encontro-me em nova fase, nova eu e por isso vou brincar de caçadora...
Vou colocar aqui links de outros blogs que li e gostei para ampliar a visão e manter a mente aberta..

Na estréia vem o Livros dos mais pequenos silêncios do Léo Mackellene que mora lá longe mas com suas letrinhas chega aqui pertinho ^^

http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/


Logo menos falaremos de um outro rapaz muito querido ^^
Beijokas
Leonnor

domingo, 19 de setembro de 2010

Apenas o necessário

Hoje faço o dia com o passo
Moderado ou corrido não presto atenção ao traço
Que delinea a muralha criada para proteção
Apenas por necessidade de proteção
Um lugar calmo e aquecido
A superfície e um lago pacifico

Hoje ainda sinto
E não deixarei de sentir
Faço o necessário
Pra sobreviver
Superar
Sorrir

Ainda cultivo nossa semente
Com boas lembranças
Hoje ainda vivo
Enquanto o dia chegado ainda não chega
Que não seja ontem e nem amanhã
Hoje eu amanheço cedo
Não inteira
Mas eu mesma

domingo, 29 de agosto de 2010

Suas reticencias...

Pois bem, se minhas palavras narrarão o próximo capítulo aqui vai...

Nasci para isso...
te olhar ao amanhecer ao meu lado
te sorrir ao final do dia correndo de saudades ao te encontro
rir de nossas piadas na cozinha
Posar para seus clique cheia de orgulho de seu olhar fascinado

Nasci para te abraçar vertendo lágrimas de felicidade
afagar após momentos complicados
lutar unida a sua vontade

Nasci para estar a seu lado
ao longo da vida
ao raiar do dia
ao por do sol

Na rua
No altar
Na cama

Nasci para estar contigo
Meu lar, onde encontram-se meu amor e minha paz

Nasci para dormir calma a seu lado
sem pesadelos a me incomodar
sem barulho de madrugada

Para dormir exausta de te amar
Te oferecer minha alma
Meu corpo entregar
Gerar Ana Vitória
Contigo comemorar a alegria de estar viva
De ter encontrado-te tão cedo
Celebrando a  oportunidade de dessa vez ter nosso final feliz

Carrego um amor enterrado no peito
Com a porta de meu coração alcova trancada por dentro
e a chave mora em teu colo
pendurada em uma corrente de prata
que reluz quando encontra o reflexo do que sentimos

Eu te amo e se aqui as reticencias significam a  continuação de uma história e se a  mim pertencem, digam que fico e que comigo que passaras o resto de seus dias
"Case-se comigo numa  noite de luar ou na manhã de um domingo a beira mar
Diga Sim pra mim...."
Pevott
LYSM